Agora que já comprei os meus bilhetes posso anunciar a boa nova: AIR no Coliseu dos Recreios (Lisboa).
Há muito que Portugal se apaixonou pelos AIR, a dupla francesa que em 1998 editou "Moon Safari", com os singles "Kelly Watch The Star" e "Sexy Boy" a marcar o compasso de uma geração que descobria a french electrónica.
Jean-Benoît e Nicolas Godin vêm a Portugal apresentar o novo álbum, "Love 2", no Coliseu de Lisboa, dia 16 de Janeiro, três anos após a sua última passagem por Portugal, precisamente no Coliseu de Lisboa, integrados no elenco do memorável Dance Station.
Entre "Moon Safari" e "Love 2" os AIR editaram quatro discos, fizeram bandas sonoras para filmes tão importantes como "Virgens Suicídas" de Sofia Coppola e andaram em digressões que passaram pelo mundo inteiro.
COLISEU LISBOA (16 DE JANEIRO) ABERTURA DE PORTAS * 20H00 INÍCIO DO ESPECTÁCULO * 21H00
Através dos sussurros de um passado familiar -que remonta à URSS de Estaline -Matthews retrata a essência da vida humana.
A época soviética foi marcada pela violência, pela desumanização e pela tentativa de apagar a existência individual. Fosse através das deportações massivas para os gulag, de assassínios, da morte pela fome, das deslocações de povos inteiros ou da imposição do medo, o Estado, sob a égide de Estaline, fazia questão de governar pelo medo, e o seu sucesso era visível no silêncio das palavras que nem chegavam a ser pensadas. Um outro factor que marcou a época estalinista foi a ingenuidade.
Quando Bibikov, bolchevista convicto responsável por uma fábrica de tractores, é preso pelo NKVD (antecessora da KGB) no final de década de 30, a sua mulher Martha pensa que tudo não passa de engano. Mesmo se os vizinhos já tinham desaparecido nas semanas anteriores, restando apenas um selo da polícia secreta na porta. A purga paranóica de Estaline sobre os que julgava serem seus adversários chegara assim a mais duas pessoas, cuja história poderia ficar escondida no meio da de tantos outros milhões de soviéticos que se refugiaram na teoria do "engano" e da ilusão. A verdade era demasiado sórdida para ser aceite racionalmente.
Só que a história deste casal não caiu no esquecimento dos arquivos, e ainda bem. Bibikov e Martha, que seria enviada para o gulag, são os avós maternos do autor, Owen Matthews.
Jornalista de profissão, o autor utiliza toda a sua capacidade narrativa e interpretativa, aliada à investigação, para fazer uma viagem dentro de si próprio. E a forma como o faz, transportando-nos com ele, revela pelos olhos de três gerações o que foi a sociedade soviética desde os anos 30 até a actualidade.
No centro da viagem está uma história de amor, com todos os seus ingredientes de vida real: felicidade, dor, esperança, desespero, paixão e desilusão. E ao percorrermos as páginas de "Filhos de Estaline" surgem-nos na memória outros livros, como "Os Filhos da Rua Arbat" e "O Medo", de Anatoli Ribakov, "Life and Faith", o épico de Vasily Grossman, "O Império" de Kapuscinski ou o recente "The Whisperers", de Orlando Figes.
Quase todos eles constam da bibliografia de Matthews, que procura na memória escrita e oral os sussurros do seu passado. O autor é, mais do que um mero observador, um participante intermitente, quando nos relata, com pormenores de humor melancólico, a infância e adolescência da mãe, Lyudmila, e da tia, Lenina.
Órfãs de pai e mãe, são as crianças de Estaline, a quem agradecem pela "infância feliz" passada no meio da fome, da doença e dos orfanatos. Filha do Estado e de uma mulher com quem nunca mais se identificará, mesmo após a sua mãe ter saído do gulag, Lyudmila apaixona-se pelo pai de Matthews, um diplomata inglês apaixonado pelo mistério russo. Esse amor, separado pelo Estado soviético, tem tanto de sonho ideal como de cruel realidade, algo que o autor não esconde desde o início. Durante anos os dois tentam quebrar a cortina de ferro.
E, quando o conseguem, rapidamente percebem que não estavam de facto apaixonados um pelo outro. Lyudimila estava enamorada por um ideal de homem recortado dos romances, e o pai de Matthews, Mervyn, personagem ingénua e aventureira, estava obcecado pela honra de uma promessa de reencontro.
A insistência dará origem à vitória de um casamento, consumado pelo nascimento de Matthews e pela desilusão das expectativas. Quando se está apaixonado por um ideal criado na nossa própria cabeça dificilmente amamos a pessoa real que está ao nosso lado.
Quando Matthews percorre a rua Arbat, onde vivia a sua mãe, está a percorrer a sua vida enquanto correspondente da "Newsweek", mas não só. Os seus sapatos pisam os caminhos do passado que aprendeu a aceitar como seus, absorvendo assim os fantasmas.
Numa Rússia onde os indivíduos foram (e talvez ainda sejam) aglutinados em massas de milhões de seres humanos de modo a satisfazer os caprichos do Estado, este livro mostra-nos que no meio de todo o anonimato das massas e do silêncio houve também sussurros, e, mais do isso, houve também gritos individuais que não estavam sozinhos.
Independentemente do resultado final, o seu som já foi uma vitória.
No fundo, através da memória familiar e do seu próprio percurso pessoal, Matthews acaba por retratar a própria essência da vida humana, com todos os seus desvios e desapontamentos, mas sem perder de vista o sentimento de encanto de cada vida humana. Ípsilon
Não sendo um livro brilhante mas tendo em conta o actual marasmo da F&C editada em Portugal, é de ler. Fica a vontade de reler Cell....
A Gailivro lança em Setembro “Infecção”, de Scott Siegler, uma obra que mistura géneros como o terror, o thriller tecnológico e o suspense. Na América uma misteriosa doença está a transformar pessoas normais em assassinos delirantes e paranóicos, que cometem atrocidades brutais em estranhos, em si próprios e até mesmo nos seus familiares. Um operacional da CIA, Dew Phillips, cruza o país para tentar encontrar uma vítima viva. Entretanto, a epidemiologista do CDC, Margaret Montoya, corre contra o tempo para analisar as evidências científicas, descobrindo, através da análise de corpos em decomposição, que os assassinos têm algo em comum: foram contaminados por um parasita criado por bio-engenharia, cuja complexidade vai muito além dos limites da ciência. Por seu lado, Perry Dawsey, antiga estrela de futebol americano que agora trabalha num escritório, acorda uma manhã e descobre que tem várias tumefacções a crescerem-lhe no corpo. Em breve, dará consigo a agir e a pensar de forma estranha e a ouvir vozes… está infectado. O destino da Humanidade pode depender da guerra sangrenta que Perry terá de travar com o seu corpo. Scott Sigler é o autor de narrativas para podcasts mais bem sucedido do mundo e “Infecção” é a sua primeira grande publicação impressa. As suas publicações áudio, destinadas apenas a podcasts, originaram mais de três milhões downloads. Retirado do site Porta-Livros
Maria João Almeida faz o prefácio e Jorge Silva Melo situa-nos estas peças em Portugal, onde e quando foram representadas.
Três peças do melhor humor em que "A casa nova" se destaca, mas já o autor assim previa:
"Se não tivesse escrito senão esta única comédia, creio que ela só por si teria sido suficiente para proporcionar-me a reputação que conquistei com tantas outras. Lendo-a e relendo-a, parece-me não haver nela nada a reprovar-me e atrever-me-ia a propô-la como modelo, se pudesse acalentar a esperança de que as minhas obras fossem dignas de imitação.
A exposição é fácil, o comportamento simples, a crítica é verdadeira, o interesse é vivo, a moral é razoável e não pedante. As personagens são todas tiradas da realidade. O diálogo então não o pode ser mais. A fábula é verosímil em todas as suas partes e ainda quando aparece um duplo interesse, a acção é uma só, pois uma só pessoa, isto é, Cristofolo, é quem lhe dá o desfecho. Não se espante, caríssimo leitor, se faço o elogio da minha comédia. Eu não a comparo com as dos outros autores, mas com as minhas, e creio que me é lícito preferi-la a muitas outras e colocá-la no número das minhas predilectas. O público rendeu-me essa justiça quando foi representada e, não só em Veneza mas por toda a parte, foi aplaudida com igual fortuna." Carlo Goldoni
Batalhas e Combates da Marinha Portuguesa - Volume II (1522-1538), de Saturnino Monteiro
Escrevo este post com o resultado das eleições em mente. Sem dúvida que Portugal caminha para o abismo... e o povo alegremente apoia.
Motivo mais do que nunca para relembrar portugueses de uma fibra como nunca voltaremos a ver. Malaca, Maldivas, Diu, Baía ou Mombaça, exemplos de outro Portugal.
Uma das vantagens da Internet é podermos ter acesso a séries televisivas que duma outra forma seria praticamente impossível.
Z from Zachariah é um bom exemplo.
Baseado no livro de Robert C. O’Brien com o mesmo nome publicado em 1973 e segundo creio nunca editado em Portugal, foi adaptado para televisão em 1984 (Produção da BBC, 120 mins, com estreia na BBC1: “Play for Today” - 28 de Fevereiro de 1984, dirigido por Anthony Garner)
Passado num vale após o holocausto nuclear onde quase não houve sobreviventes, os poucos desaparecem ficando apenas um homem e uma jovem. Inteligentemente, a historia não se desenrola da forma esperada, bem pelo contrário.
RADIO RETALIATION TOUR - Bucharest, London and Portugal - Entry 2
The next day was a travel day to Lisbon, Portugal. In a perfect world, you have a day between gigs if you have to fly, which we were. We knew we were the number one band in two countries, Greece, did that, and Portugal. We didn't know, however, that we have become so popular in Portugal that people have begun to recognize certain band members on the street. It was like that, we ate in a restaurant in Barrio Alto the first night, the staff played all of our CDs and made us sign them, not that we minded. After resting up before our show (that is, taking shots of absinthe and being up all night) we made our way to the venue. It was, in a word, magnificent. Four tiers of balcony surrounded an angled pit, a massive architectural sphere above with columns radiating from it, one of the most beautiful venues I have ever seen. This day was to be one of triumph, ending on a high note, in a country where we are number one. The video show for Lisbon was unimaginable, a colossal LED wall behind the band, with a smaller counterpart hanging in front of Eric and Rob, it looked as though the principal members of the band were part of the LED curtain. I urge you to check YouTube for footage from this show. This is the type of day the band likes, no hang-ups, great food, beautiful venue, ample stage, surging crowds and great performances. We ended on a high note, to be sure. Lisbon, thank you. Thank you for the best buds, thank you for the great city itself, but most of all, thank you Lisbon and all of Portugal for allowing Thievery Corporation to be at our best, in one of the best places in the world. http://www.thieverycorporation.com/tour.htm