The Quiet Earth, de Geoff Murphy
Em Portugal existe uma discussão permanente entre os filmes portugueses realizados, o seu custo e o número de espectadores.
Esta discussão pode parecer estranha para quem não está ao corrente dos processos de financiamento do cinema português, mas por estas Terras Lusas a quase totalidade da produção de cinema está dependente do estado, dependente dos subsídios.
Por sua vez, o facto de haver dinheiro que está disponível para suportar a realização de um filme, sem haver a necessidade de público para o ver e pagar, leva o cinema português a realizar na sua maioria filmes caros (pelo menos para um pais no nosso estado actual) e distantes do público.

Porquê falar disto, quando o assunto é um filme da Nova Zelândia, The Quiet Earth?
Porque temos o inverso, um filme barato... e muito bom:
· O filme tem apenas três actores,
· O filme, mesmo focando o desaparecimento da toda a humanidade, é inteligentemente realizado, sem necessitar de planos em grandes cidades (e acréscimo de custos de produção).
· A quase inexistência de efeitos especiais, dando um maior valor ao filme.
E a historia? Simples, mas evitando o óbvio.
Zac (Bruno Lawrence) acorda e vai descobrir que a humanidade desapareceu. O Projecto Flashlight correu mal!
Apenas ele... e, como vai ver posteriormente, mais duas pessoas sobreviveram ao cataclismo: um homem (Peter Smith) e uma mulher (Alison Routledge). E o resto... a ver 

Por falar em fim... o final ambíguo em que Zac se vê... morto? Salvo? A única coisa que compreendemos é que está num outro local, numa outra dimensão, no céu, no inferno?
O filme termina como o início... Zac e uma insuportável solidão.
The Quiet Earth (Terra Tranquila) foi editado em Portugal na Colecção FantasPorto do Jornal Público.
A procurar, comprar... e ver.
Conclusão: é possível fazer excelentes filmes... sem complicar... e sem gastar muito dinheiro.
Posted at 01:42 pm by Lights